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Como evitar surpresas na arrancada
Por mais que façamos tudo da melhor forma, sempre existirão problemas que não estavam na lista.

Equipe RDA28 de julho de 2017
As dificuldades acontecem para todos. Por mais que façamos tudo da melhor forma, sempre existirão problemas que não estavam na lista. Isso porque arrancada é um esporte onde forçamos limites. A simplicidade da competição empurra os pilotos e preparadores aos limites do carro, do motor e de sua capacidade de controlar algo que nem sempre "quer" ser controlado.

As dificuldades acontecem para todos. Por mais que façamos tudo da melhor forma, sempre existirão problemas que não estavam na lista. Isso porque arrancada é um esporte onde forçamos limites. A simplicidade da competição empurra os pilotos e preparadores aos limites do carro, do motor e de sua capacidade de controlar algo que nem sempre “quer” ser controlado.

Os limites que costumamos forçar com mais frequência são os mecânicos. Todos os mecanismos de um carro de arrancada são forçados muito mais do que foram projetados para ser, assim surgem problemas onde menos imaginamos e poucos tem a chance de ter todas as peças de reserva. Por isso, devemos nos precaver da forma mais inteligente possível, levando para a pista algumas peças chave que podem fazer a diferença até no momento de diagnosticar um problema.

Se temos problemas de mistura, ter no box peças como injetores, bobinas e velas é uma boa pedida. Ao trocarmos as peças por outras novas, encontramos o problema ou descartamos essas possibilidades. Quanto mais caro é o nosso carro de corridas e quanto maior o custo para levarmos ele para a pista, mais peças de reposição faz sentido levarmos conosco. Peças de motor, transmissão e componentes do gerenciamento eletrônico do motor são a escolha mais lógica. As peças sobressalentes necessárias também tem muito a ver com as características do carro: Aqueles que usam pneus do tipo DRAG podem precisar de um conjunto de rodas com pneus já montados, por exemplo.

Mas nada é mais importante do que a antecipação. O dia da corrida não serve para acertos básicos do carro como a geometria da suspensão ou o mapa de injeção e ignição. O máximo que uma equipe competitiva deve fazer, são pequenas correções nos ajustes já determinados em treinos ou no dinamômetro. Assim, a maioria dos problemas será evitada, pelo simples fato de que eles irão aparecer antes e assim existirá tempo hábil para resolvê-los de maneira adequada.

Outra providência muito importante é fazer uma lista das tarefas que seu carro necessita para correr na pista. Mesmo o carro mais básico irá precisar de um calibrador de pneus e um soquete para retirar as velas, bem como velas sobressalentes, por exemplo. Carros com nitro precisam de chaves para montagem e desmontagem dos solenóides, que podem travar e precisar de uma revisão no box, além de giclês de vários tamanhos para fazer ajustes de mistura. Carros com turbo podem precisar de ferramentas e peças sobressalentes para caso de rompimento ou desencaixe dos mangotes da pressurização e assim por diante. Enfim, todas as ferramentas necessárias para que sejam trocadas todas as peças sobressalentes que levarmos para a pista, afinal, de que adianta levar as peças, se não temos ferramentas para trocá-las?

Assim mesmo, pode ser que sejamos surpreendidos com alguma falha que não previmos, ou até mesmo uma que seja tão grave que não possa ser consertada na pista. Nada e nem ninguém é invulnerável à falhas, mas o importante é que essas falhas não sejam decorrentes de nossa imprevidência, desatenção ou quem sabe até causadas por nossas atitudes.

E se acaso acontecer o pior e nosso carro nos deixar na mão, o mais importante de tudo é que devemos aprender com nossos erros, para jamais repetirmos a atitude ou descuido que causou a quebra. Afinal, “herrar é umano”, mas repetir o erro…

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Equipe RDA